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Outras histórias há que não podem ser contadas. Não porque desmereçam, não. É o caso da história de um crente e da sua fé, e de como nela encontrou angústia em vez de paz. Porém, quanto mais angústia encontrava, mais piamente acreditava. Foi essa história que traçou o meu percurso por Hong Kong, como um mapa que se sobrepõe a outro mapa e lhe adivinha novos percursos. Mas a angústia pode servir para tudo, menos para a escrita. A história do crente e da sua fé poderia contar-se, sim, mas somente respeitando essa sintaxe lacrimal. O limite, porém, é imposto pelo pudor.
Beati qui lugent nunc quoniam ipsi consolabuntur: abençoados os que choram agora, pois esses serão consolados.
O blogue migrará por uns tempos para o meu caderno, com o qual tem convivido, e a minha vida cibernética rende-se à angústia para se entregar, obediente, ao silêncio das lágrimas.
Até breve.